quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Pequena crise.

Bom pessoal hoje não foi um dia muito legal no trabalho, demitiram dois colegas que eram gente boa, sabiam da minha doença, e não me tratavam diferente, ou com pena, desconfiança, aquela coisa toda que a gente sabe que existe. Isso começou a gerar uma crise, porque eu comecei a questionar, e um defeito enorme que eu tenho e me trabalho todos os dias é o de julgar as pessoas, e quem não faz isto. Comecei a pensar porque não foi fulano que dorme no serviço, ou o outro que falta direto, aí me dei conta, quem sou eu pra julgar as pessoas, ou as decisões por elas tomadas. Aí comecei a administrar uma crise, porque eu não sou uma ilha, eu convivo com pessoas que eu gosto, outras não. Não que eu seja um cara frio mas neste tempo todo de luta eu aprendi, que eu tenho que controlar meus sentimentos, me por no lugar do outro, (e é tri difícil), senão qualquer briguinha com a minha esposa eu vou usar de argumento para ir beber como eu fazia. Estou chateado? Estou. Mas isso não vai mudar em nada a caminhada deles, nem a minha. Só posso desejar boa sorte aos dois, e que DEUS ilumine o caminho deles. Até a próxima, um abraço!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Para se divertir não precisa beber.

É verdade quando estamos na ativa, ou mesmo os alcóolicos casuais, pra contar uma história sempre começa assim. "Ontem sai bebi todas, fiz e aconteci", infelizmente o álcool está associado a diversão.

domingo, 29 de julho de 2012

Artigo / O álcool e as festas de formatura

Estamos em época de formaturas que é um sonho se concretizando motivo de felicidade para toda a familia que muitas vezes pode se tornar um pesadelo por causa do álcool, por isto ao ler este artigo resolvi compartilhar com vocês.


"É cada vez mais precoce o início do uso do álcool por nossas crianças e adolescentes. Na família é onde tudo começa. Costuma-se aliar sentimentos de felicidade e de comemoração com o uso da bebida alcoólica. As crianças, desde cedo, são testemunhas presenciais deste binômio. Na escola, ao concluírem o ensino fundamental e médio, as festas de comemoração são uma constante. Por ação do Ministério Público, em Porto Alegre, desde 2009, um termo de ajustamento de conduta veda o uso de álcool nas festas de formatura, seja do ensino fundamental ou médio. Iniciativa semelhante também foi adotada pela promotoria de Santa Maria e Passo Fundo, dentre outras. Parecia solucionado o impasse, quebrando-se com o costume de aliar comemoração e álcool para os mais jovens.
No entanto, proibido o uso do álcool nas festas, passou-se a facilitar o seu uso pelas crianças e pelos adolescentes antes de chegarem ao local da festa. Encontros na casa dos pais e nos salões de festas de condomínios servem para esquentar e preparar o clima de comemoração, regado à bebida alcoólica.
Mesmo sem bebida alcoólica nos salões de festas, nossos jovens já chegam sob o efeito do álcool, por vezes, levados pelos próprios pais.
Buscando trabalhar a prevenção, através da conscientização da família, da sociedade e do poder público sobre os malefícios do uso precoce, instituiu-se, em 25 de outubro de 2011, por iniciativa do Ministério Público, o Fórum Permanente de Prevenção ao Uso e a Venda de Bebida Alcoólica por Criança e Adolescente, reunindo inúmeros parceiros em torno desta causa. Escolas, Secretaria Municipal de Indústria e Comércio de Porto Alegre, Polícia Civil, Brigada Militar, EPTC, organizações não-governamentais e diversos profissionais reúnem-se, todos os meses, para tratar do tema. Mais recentemente, foram criados dois grupos de trabalho. O primeiro, composto por quatro escolas particulares e grupos de pais, está se dedicando a traçar um projeto piloto de prevenção e cuidado para as formaturas de final de ano (2012); o segundo, formado pelos profissionais da comunicação do Ministério Público, escolas e demais parceiros, desenvolve proposta de envolvimento da sociedade com a causa.
São sementes que estão sendo lançadas por representantes de pais, profissionais da educação, saúde, segurança e justiça que acreditam na possibilidade de romper com o modelo imposto e cuidar melhor da infância e da juventude. As adversidades são grandes, os interesses econômicos maiores ainda. O espaço de reflexão e de ação é novo e precisamos fortalecer nossas ações se queremos um mundo melhor. Junte-se a nós!"

Procuradora de Justiça, professora na Faculdade de Direito da PUCRS
MARIA REGINA FAY DE AZAMBUJA  
Texto retirado: Opinião ZH de 20 de junho de 2012