terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A recuperação não tira férias – Parte 02 – Praia


Após o retorno de São Paulo fiquei uns quinze dias em casa com a minha esposa, dias ótimos. Logo no retorno já tinha uma consulta com a minha psicóloga, aonde vou e deixo um pouco dos meus fantasmas internos que ainda me assustam.
No restante dos dias aproveitei para matar a saudade da esposa, passear com ela, ler, ver filmes (coisa que eu adoro), visitar minha mãe que eu amo muito, e combinamos de ir para praia com minha irmã, foi aí que começou o grande desafio, e uma grande descoberta pra mim.
Como minha esposa não pode ir junto, pois, estava trabalhando e o meu passado me condena logo na saída pra praia já foi à maior briga. Mas não culpo a minha esposa, no início ela até aceitou na boa (naquelas) hehehehehee, mas depois ela ficou preocupada e claro com ciúme, não que eu seja o cara mais lindo do mundo, mas já fui muito canalha e mulherengo.
Nesta ida a praia descobri que não adianta o quanto eu me esforce e esteja tentando fazer as coisas corretamente, da melhor maneira possível, as pessoas que me conheceram na época da ativa nunca mais irão confiar em mim, nem minha mãe, irmã, amigos, esposa, ninguém...e não é auto piedade eles tem toda razão, ao natural as pessoas já não confiam umas nas outras, imaginam em uma pessoa que passou boa parte da vida usando drogas e mentindo. Em uma citação de Willian Shakespeare de O menestrel ele diz o seguinte “Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la...e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida”. Mas fazer o que eu tenho que conviver com isso e aceitar, e acreditar em mim, se quiser provar alguma coisa pra alguém vou recair. Acredito que talvez isso aconteça com algumas pessoas que estão há dez, vinte anos em pé, cansam de tanto querer provar alguma coisa, de que são capazes, e esquecem deles mesmo, porque o mundo nem sabe que nós existimos é cada um por si, então perdem a FÉ E RECAEM.
Uma coisa que eu já vinha observando diariamente e que se confirmou na praia é que a maioria das pessoas vivem no automático, não percebem que fazem parte de um todo. Somente vivem, acordam, trabalham, dormem, e assim automaticamente diariamente. Acho eu que se cada pessoa tirasse cinco minutos do seu dia para refletir em como as coisas acontecem no mundo, que nada é por acaso, que estamos todos interligados, pois, tudo e todos são cria do criador o mundo seria bem melhor. Na praia tive muitas conversas com minha irmã, sobre espiritualidade, algumas reveladoras sobre a família, coisas do passado, bons momentos como tive com meu irmão na primeira parte.
As vezes tenho momentos maravilhosos de espiritualidade, como tive na praia quando entrei no mar e via as ondas vindo em minha direção e no horizonte o mar se juntando com o céu, se completando e eu ali dentro em uma sensação de harmonia, de fazer parte de um todo, sentindo toda aquela energia, eu ria sozinho desfrutando de toda aquela sensação. E olhava para os lados e queria que todos sentissem a mesma coisa, mas sei que não é assim que as coisas funcionam, e nos outros dias não tive mais esta sensação, mas foi maravilhoso e fui abençoado com esta oportunidade.
Quando a gente começa a sentir estas coisas e descobrir novos sentimentos, a ter e buscar um pouco mais de entendimento, porque é muito bom e a gente começa a querer descobrir mais a responsabilidade também se torna maior, quanto mais conhecimento mais responsabilidade, não posso ficar com esse conhecimento só pra mim, todo o aprendizado, todo o amor, espiritualidade, carinho, compreensão, tem que ser transmitido e saber que cada um tem seu tempo para aprender, não é no momento que eu quero é no momento que ELE QUER. MINHA IRMÃ TE AMO.

3 comentários:

  1. Vou ter que dar meu "pitaco" sim tenho ciúmes de ti mas nesta situação o que me deixou "apavorada" foi a falta de cuidado "dar brecha para o azar"...sair da rotina sem alguém por perto.
    Te amo e sei que és responsável pelos teus atos mas quem te rodeia também tem que ter atitudes e responsabilidades, como já relatei no meu blog!

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  2. Meu a tua mina entende mesmo do movimento, cara ela deve ser demais.

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  3. Cármen Driemeyer17 de maio de 2012 22:47

    Oi, Primo!

    Amei o que tu escreveste! É verdade: o nosso tempo é um e o de Deus é outro e não sabemos entendê-lo.Queremos sempre apressar etapas, mas Ele sabe quando estaremos prontos, quando devemos ser agraciados e como.
    Também já tive essa sensação diante do mar, daquela força tremenda, de sentir que fazia parte daquele "todo" e querendo gritar aos outros como vc.
    E a cada dia temos que provar a nós mesmos o quanto somos fortes e temos coragem para avançar, dar mais um passo, o primeiro sempre é o mais difícil, mas após tudo se torna mais simples, nós é que dificultamos e criamos os "monstros". Precisamos viver e encarar a vida com mais simplicidade... é como tu disseste: desligar o automático e prestar mais atenção às pessoas que nos rodeiam, "enxergar" o irmão, conectar-se...

    Força, estamos sempre orando por ti

    Um abraço,
    Jane.

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